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O que você NÃO sabe sobre o leite.

Provavelmente, na sua casa a ideia de beber leite era associada a uma boa saúde, ossos fortes e uma ótima fonte de cálcio. Na grande maioria das casas era essa a ideia que predominava. E em muitas famílias esse ainda é o conhecimento que triunfa. Então vamos descomplicar os laticínios e entender melhor o que se passa. Após, faça você a sua escolha.

Um estudo publicado no British Medical Journal mostrou que pessoas que consumiram as maiores quantidades de cálcio não tiveram uma redução em osteoporose e nem fraturas. Na realidade, os que consumiram altas dosagens de cálcio (mais de 1.1337 miligramas por dia) tiveram riscos maiores de fratura no quadril, quando comparados aos que consumiram menos. Durante 19 anos pesquisadores acompanharam mais de 60.000 mulheres na Suécia e não identificaram nenhum tipo de benefício ao consumir mais de 700 miligramas de cálcio por dia para a saúde dos ossos.

A grande realidade é que não temos motivo algum como humanos para consumirmos leite animal - temos, na verdade, inúmeras razões para evitar e ainda melhor, eliminar laticínios do nosso dia:

  • Laticínios são recheados de gordura e colesterol e aumentam a chance de problemas de saúde, desde asma até tipos de câncer.

  • O consumo de leite e produtos derivados demonstra um elevado risco de incidências de câncer de próstata e mortalidade. E o mesmo ocorre com câncer de ovário.

  • Quando retiramos os laticínios dos nossos dias, podemos reduzir significantemente o risco de doenças do coração e diabetes e reduzir em até 70% as chances de sermos diagnosticados com algum tipo de câncer.

Você pode ter a dúvida: por que o leite tem tantos efeitos negativos no nosso corpo?

Uma das respostas está na quantidade de hormônios que o leite carrega: hormônios esteroides sexuais, como o estrogênio - que quando está elevado no nosso corpo causa principalmente o câncer. Além de tudo, as vacas são ordenhadas quando prenhas e enquanto deveriam amamentar seus filhotes - quando os níveis de hormônios de reprodução e hormônios do crescimento estão ainda mais altos. E todos esses hormônios vão, claro, para o leite.

Pense nisso: a natureza criou o leite de vaca para o bezerro engordar dezenas de quilos em poucos meses. Criou o leite para cabra alimentar seu filhote. E criou o leite para mulheres e seus bebês, a diferença é que não somos criados pela natureza para termos um pico de desenvolvimento tão rápido.

Mas entenda: cálcio é um nutriente necessário. É um mineral presente na terra e é puxado do solo pelas plantas - especialmente folhas verdes (de onde você acha que a vaca tem o cálcio? Da grama que come (ou mais provavelmente de rações enriquecidas). A vaca não é produtora natural de cálcio, ela recebe através da alimentação dela. Assim como nós).

As fontes mais ricas em cálcio são folhas verdes, como couve, espinafre, brócoli, além de leguminosas, como todos os tipos de feijão, lentilha, grão de bico. Pense no melhor combo: folhas e feijões.


Ao invés de debilitarmos nossa saúde com laticínios, os super alimentos vindos da horta melhoram nossos sistema imunológico e fortalecem nosso corpo contra doenças crônicas. Garanto que você está pensando na possibilidade de reduzir em 70% a chance de desenvolver câncer, doenças no coração e outras inflamações. Comece hoje, agora. Faça o teste em você!


Pense nisso: o ser humano é a única espécie que bebe leite após o desmame.


Referências científicas:

1. Warensjo E, Byberg L, Melhus H, et al. Dietary calcium intake and risk of fracture and osteoporosis: prospective longitudinal cohort study. BMJ. 2011;342:d1473.
2. Chan JM, Stampfer MJ, Ma J, Gann PH, Gaziano JM, Giovannucci E. Dairy products, calcium, and prostate cancer risk in the Physicians’ Health Study. Am J Clin Nutr. 2001;74:549-554.
3. Chan JM, Gann PH, Giovannucci EL. Role of diet inprostate cancer development and progression. J Clin Oncol. 2005;23:8152-8160.
4. Cramer DW, Harlow BL, Willet WC. Galactose consumption and metabolism in relation to the risk of ovarian cancer. Lancet. 1989;2:66-71.
5. MARUYAMA, K.; OSHIMA, T.; OHYAMA, K. “Exposure to Exogenous Estrogen Through Intake of Commercial Milk Produced from Pregnant Cows.” Pediatrics International: Official Journal of the Japan Pediatric Society. Carlton, Victoria, Australia: 2010; 52(1): p. 33-8
6. QIN, L.Q.; XU, J.Y.; WANG, P.Y.; KANEKO, T.; HOSHI, K.; SATO, A. “Milk Consumption Is a Risk Factor for Prostate Cancer: Meta-Analysis of Case-Control Studies.” Nutrition and Cancer. Filadélfia: 2004; 48(1): p. 22-7.
7. BISCHOFF-FERRARI, H.A.; DAWSON-HUGHES, B.; BARON, J.A. et al. “Milk Intake and Risk of Hip Fracture in Men and Women: A Meta-Analysis of Prospective Cohort Studies.” Journal of Bone and Mineral Research: The Official Journal of the American Society for Bone and Mineral Research. [S.l.]: 2011; 26(4): p. 833-9

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